Fizera numa melancólica tarde de domingo um simulado da Fuvest, no sistema Anglo de Ensino.
Sentara-me numa cadeira desconfortável que acentuaria minhas dores.
Localizei me no espaço e percebi que pessoa ainda não chegara.
Chegara.
Logo pude sentir-me melhor por estar perto daquela figura aquariana. Tão distante essa matéria humana que transcende minh'alma, perfura meu espírito, fere minha existência e logo sou Eu.
Ignorei meu ciúmes e minha conciência subalterna das minhas emoções. Estas oscilações entre o animal desprovido de razão e o humano sovino me enjoam.
Com as provas na mão jurei não colar.
Coloquei meus óculos e permiti me concentrar nas questões.
O barulho ao redor me deixou desgostoso e antes que pudesse fazer o "xiu", o silêncio opressor tocou o local.
A noite funesta vendou-me.
Num instante uma sensação do tipo gélida me tocou abraçando-me lascivamente.
Toquei os olhos, e os massagera até sentir o líquido secar. Pisquei, pisquei e pisquei deixando minha lapizeira cair no chão.
Minha respiração acelerou e tornei-me ofegante, o que era arriscado.
Poderia fingir que não ligara para a queda da lapizeira e continuar dirigindo meus olhos para as folhas.
Senti um sussuro atrás de mim. Mais uma vez... era meu nome que estava sendo dito.
Alguém que não lembro me ofereceu a lapizeira. Apoiando-me em minhas experiências dirigi o braço em retilínea e toquei o grafite. Peguei a lapizeira e voltei-me para as folhas imaginárias.
Virei as páginas para dar um ar real de atenção.
continua...
Bruno Caique ®
segunda-feira, 9 de junho de 2008
sexta-feira, 23 de maio de 2008
quarta-feira, 7 de maio de 2008
...eu só gostaria de me permitir.
Poder sentir que é capaz é ser capaz de poder.
Envergonho-me de sonhar. Empírico, um lado atormentado e sóbrio.
Uma salva de palmas quando a ousadia toma conta de mim.
Vivo de luto a cada dia por mais um dia sem lutas, só pensando.
O devaneio é um veneno. Há tantas sensações a serem conhecidas, mas prefiro pensar.
Permitir-me ser é impossível. Eu só gostaria de estar bem comigo mesmo e não falar mais de mim.
...há anos venho me lapidando num silêncio vaidoso.
Orgulhar-me-ei quando esta vaidade for humilhada pelo meu lado sagaz. Enquanto isso, a ironia toma chá de bile.
Minha raiva é um cansaço dissimulado de buscar-me em mim.
Aflorar-me seria perigoso. A violência escandaliza e conquisto, mais uma vez, a inocência. A dó.
A dor de ser sem-mim.
Há vezes que um lado não é recíproco com o outro, aí fica difícil.
Meu desejo é não ser tão superficial e reproduzir minh'alma à vozes inabitadas. Sou o albergue de muita gente.
Um riso a mais, um passo de dança um olhar distinto e não sou eu.
Odeio-me enjoar da solidão, o que me alimenta. E me destrói.
Descubro então que esse sou eu - patrício.
Eu só gostaria de não falar mais de mim.
Poder sentir que é capaz é ser capaz de poder.
Envergonho-me de sonhar. Empírico, um lado atormentado e sóbrio.
Uma salva de palmas quando a ousadia toma conta de mim.
Vivo de luto a cada dia por mais um dia sem lutas, só pensando.
O devaneio é um veneno. Há tantas sensações a serem conhecidas, mas prefiro pensar.
Permitir-me ser é impossível. Eu só gostaria de estar bem comigo mesmo e não falar mais de mim.
...há anos venho me lapidando num silêncio vaidoso.
Orgulhar-me-ei quando esta vaidade for humilhada pelo meu lado sagaz. Enquanto isso, a ironia toma chá de bile.
Minha raiva é um cansaço dissimulado de buscar-me em mim.
Aflorar-me seria perigoso. A violência escandaliza e conquisto, mais uma vez, a inocência. A dó.
A dor de ser sem-mim.
Há vezes que um lado não é recíproco com o outro, aí fica difícil.
Meu desejo é não ser tão superficial e reproduzir minh'alma à vozes inabitadas. Sou o albergue de muita gente.
Um riso a mais, um passo de dança um olhar distinto e não sou eu.
Odeio-me enjoar da solidão, o que me alimenta. E me destrói.
Descubro então que esse sou eu - patrício.
Eu só gostaria de não falar mais de mim.
quarta-feira, 30 de abril de 2008
Eu, hipócrita.
Em Primeiro lugar declaro que odeio este blog e falar da minha vida.
Tenho tantas coisas boas tatuadas em mim em quelóides.
Digo já que sou um cara superficial, vaidoso, falso e ninfomaníaco platônico.
Odeio meu cabelo encaracolado. Acho-me inferior a quem lê isso.
Sei que não posso e prefiro insitir porque os outros insistem.
Já deu pra sacar que meu papo é esquisito e leviano.
Sou de Áries, sou imprudente, precipitado. A boca já espuma.
Peço-lhe desculpas desde já. Sou caridoso para com os outros sem envolver grana porque, infelizmente, ainda sou dependente.
Não tenho preconceito nenhum, talvez porque sou um pouco de tudo e estou aberto à mais influências.
Sou tímido, dissimulado e volúvel.
Adoro que subestimem minha inteligência.
Vejo-me através dos outros.
E, mais uma vez, tô tentando ser.
Tenho tantas coisas boas tatuadas em mim em quelóides.
Digo já que sou um cara superficial, vaidoso, falso e ninfomaníaco platônico.
Odeio meu cabelo encaracolado. Acho-me inferior a quem lê isso.
Sei que não posso e prefiro insitir porque os outros insistem.
Já deu pra sacar que meu papo é esquisito e leviano.
Sou de Áries, sou imprudente, precipitado. A boca já espuma.
Peço-lhe desculpas desde já. Sou caridoso para com os outros sem envolver grana porque, infelizmente, ainda sou dependente.
Não tenho preconceito nenhum, talvez porque sou um pouco de tudo e estou aberto à mais influências.
Sou tímido, dissimulado e volúvel.
Adoro que subestimem minha inteligência.
Vejo-me através dos outros.
E, mais uma vez, tô tentando ser.
Assinar:
Postagens (Atom)
